Estava tomando banho, e comeei a ter insights dessa história que ja estava na minha cabeça, mas de maneira um pouco mais lírica, então, em vez de ir dormir acabei vindo escrever ela, ou pelo menos uma parte dela.
Anjos, são donos de uma beleza delicada e de um forte brilho, inocência e virtude. Comumente reconhecidos como símbolos de bondade, cuidado e esperança; Foi o que ele viu, ou o que pelo menos ele pensou que fosse, um erro que viera a trazer sua ruína (Esta parte talvez venha a conflitar com o restante do texto,mas fará sentido com o que ainda virá, mais uma ou duas partes.). Shadrasz nunca teve dias muito gloriosos, vivia medianamente, um pouco destacado da mundanidade de seus semelhantes, quais viviam em uma homogeneidade comportamental que abominara; De sua pacata história, ao seu ver, só lhe valia a menção de momentos trágicos, porém, ansiava sentir vida correr por suas veias, como um animal sedento em meio a selva, mas de olhos vendados e braços atados, sem saber o porque disso, mas desejava sentir, e cego, o animal ávido para se satisfazer, seguia seus instintos completamente abalados por sua sede, ao menor indício da cousa que procurava, seguia em sua direção com suas poucas forças remanescentes. Por várias vezes se jogou em precipícios, pantanos, brejos, charnecas estéreis, campos espinhosos, e ilusões, alimentadas por sua frenética busca, então seguia sem fé ou qualquer motivação; Pura inércia, era o que o movia, desgarrado, caminhando sem rumo.
Mais um dia qualquer, quieto, estava em seu canto, como de costume, até que o marasmo foi quebrado pela chegada de Trebbus, um amigo seu, eufórico, estava curioso para saber do que se tratava, qual o motivo de toda essa animação; No diálogo, seu amigo lhe contara que tivera conhecido um anjo, belíssimo, de asas douradas, majestosas e delicadas, seus olhos, afirmou com grandiosa firmeza, que eram os olhos mais bonitos que ja tivera visto, aquele azul, o tinha penetrado e impressionado, Shadrasz ficou em parte espantado, pois sabia que seu amigo era muito bem vivido, e conhecia inumeras maravilhas, e agora afirmava que encontrara a maior delas, e eram um par de olhos, sem dúvida alguma, era algo extraordinário, principalmente porque se trava de um anjo, e foi estranho reportar-se sobre o achado ser mitológico, e um convivio com ele, justamente para com o desacreditado garoto, assolado por seu passado amargo. Discrente e achando tudo muito estranho, acreditou e tomou como fato, afinal, vinha da boca de um amigo seu, em que acreditava.
Trebbus, insistiu em introduzir essa tão falada pessoa em seu grupo de amigos, Shadrasz, que fazia parte dele, assim como os outros,não se opôs. Então, se aproximava a hora de verificar se o que seu amigo dizia era verdade.
Fé, algo que Shadrasz nunca teve, ou talvez tivera um dia,mas já a perdeu a tanto tempo que não se faz idea, mas, paradoxalmente, tudo isso criou nele uma crença muito forte,a crença na discrença, que lhe ajudou a criar um tipo de blindágem, uma armadura para tentar evitar que continuasse sendo ferido pelos mesmos golpes já sofridos várias vezes, e para encontrar esse ser tão falado, Shadrasz reforçou sua armadura.
Estavam eles, Shadrasz e seu grupo de amigos, conversando em uma tranquila alameda, até que chegou Trebbus, acompanhado de uma mulher muito bonita, chegou junto ao grupo e disse, esta é Ayco,a pessoa que eu havia falado.
Sim, era um moça muito bela, mas a primeira vista, Shadrasz não vira nada de extraordinário, decidiu agir de maneira muito cautelosa, por vezes até repulsiva, não sabia ao certo o porque, talvez não quisera comprovar o que seu amigo havia lhe dito, mantera-se completamente alheio e introspectivo em relação a recém chegada ao grupo, diferentemente do resto do grupo que a recebeu muito bem, e foram rapidamente conquistados por ela. Como vinhas rígidas e insistentes, infiltrou-se firmemente, mas de maneira incomum, fora apresentada em um grupo bastante solido e fechado, e fora introduzida ao grupo de forma que viesse a ser mais uma integrante do grupo como um todo, porém, não conquistou seu lugar no grupo em si, mas fisgou um por um, individualmente e separadamente, de maneira incrivelmente precisa e intensa, até então, só quem conseguiu não se involver foi Shadrasz, por ter se evadido de maneira repulsiva,e um outro membro do grupo que não fora com sua cara, esse outro fora sagaz, só ele percebera algo que nenhum outro percebeu.
Já é meio dia e eu ainda estou aqui, terei que terminar outro dia...
Ou não...
Só para manter o costume, uma música,que é extremamente relacionada.
♪♪♪
In good old times, remember my friend
Moon was so bright and so close to us, sometimes
We were still blind and deaf, what a bliss
Painting the world of our own, for our own eyes, now
Can we ever have what we had then?
Friendship unbreakable
Love means nothing to me
Without blinking an eye
I'd fade, if so needed,
All those moments with you
If I had you beside me
One cloudy day we both lost the game
We drifted so far and away
Nothing is quite as cruel as a child
Sometimes we break the unbreakable, sometimes
And we'll never have what we had then
Friendship unbroken
Love means nothing to me
Without blinking an eye
I'd fade, if so needed,
All those moments with you
If I had you beside me now
I was unable to cope with what you said
Sometimes we need to be cruel to be kind
Child that I was, could not see the reason
Feelings I had were but sham and a lie
I have never forgotten your smile
Your eyes, oh, Shamandalie
Times went by, many memories died
I'm writing this down to ease my pain
You saw us always clearer than me
How we were never meant to be
Love denied meant the friendship would die
Now I have seen the light
These memories make me cry
Can I ever have what I had then?
Friendship unbroken
Love means nothing to me
Without blinking an eye
I'd fade, if so needed,
All those moments with you
See the world with my wide open eyes
Friendship got broken
There's no other for me
Like the one of my childhood
Can you forgive me?
Love got better off me,
On that day back in old times...
♪♪♪

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